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Por que você deveria evitar viagens com a Gol

Viajar, pra mim, sempre foi sinônimo de liberdade. Já embarquei com as três grandes companhias aéreas brasileiras — Gol, LATAM e Azul — e posso afirmar com tranquilidade: a minha pior experiência sempre foi com a Gol.

Pode parecer exagero, mas toda vez que escolhi essa companhia, aconteceu algum tipo de problema. Nunca falha. Com as outras, tive uma ou outra turbulência, mas sempre com um mínimo de respeito e clareza.

Com a Gol, infelizmente, o padrão é o oposto.

Tudo começou quando comprei um pacote de Réveillon pra mim e um amigo. Por um imprevisto, não conseguimos viajar na data original, e foi aí que o pesadelo começou. Tentei cancelar as passagens — e descobri que o reembolso seria apenas das taxas. Nada do valor total. No fim, consegui cancelar a do meu amigo (sem direito a estorno) e remarquei a minha pagando uma taxa extra.

Ou seja, gastei mais e ainda perdi parte do valor. Um começo nada promissor.

Mas o grande caos veio depois…

A Gol simplesmente decidiu que não havia mais hora de embarque previsto, e nem atualizou o portão por mais de duas horas!

Decidi visitar minha família no Sul de Santa Catarina — daquele jeitinho de quem só quer chegar, abraçar e matar a saudade. Escolhi a Gol porque o horário era conveniente e o preço, “ok”. Mal sabia eu o tamanho da dor de cabeça que estava prestes a viver.

Viajei na penúltima quinta-feira, no meio de uma tempestade daquelas em São Paulo. Vários voos foram cancelados, e o meu… atrasou. Tudo bem, acontece. O problema foi o como. Foram quase três horas de atraso e ninguém da Gol se dava o trabalho de atualizar o portão, o painel do aeroporto ou o aplicativo. Nenhuma informação, nenhuma mensagem, nada.

Quando resolvi ir até o balcão pra tentar descobrir algo, a experiência foi ainda pior.

A atendente me mandou falar com a supervisora — que, por coincidência, estava ali, rindo e batendo papo com uma colega. Esperei um pouco, afinal, imaginei que ela logo me atenderia. Só que, ao invés disso, ela me olhou, trocou um olhar com a colega e… viraram as costas pra mim. juro, parecia cena de novela ruim. Chamei de volta e perguntei se realmente iam ignorar um passageiro que estava esperando há horas. A resposta, debochada, foi: “Ah, achei que você só estava olhando”.

Fui reclamar e ainda quase fui acusado de assédio hahahaha Fiquei sem acreditar no nível de descaso.

Depois de muita insistência, me passaram um portão genérico — provavelmente o primeiro que veio à cabeça. Esperei mais meia hora ali, até anunciarem o embarque… no portão ao lado. Quase perdi o voo porque o aplicativo dizia que o avião já estava pousado em Florianópolis (?!), enquanto eu via, com meus próprios olhos, o avião ainda no portão de Guarulhos.

Pra completar, nada de alimentação ou água.

Como são trechos curtos, a Gol não oferece mais serviço de bordo — e mesmo com o atraso de três horas, ninguém se deu o trabalho de oferecer nada. Nem um copo d’água. Ficamos ali, cansados, irritados e sem a menor assistência.

Pelo menos ganhei um pedido de desculpas no app

Depois disso tudo, tentei contato com a empresa pra pedir um reembolso parcial, ou pelo menos um bônus, mas foi missão impossível. Nenhum 0800, nenhum e-mail, nenhum chat que funcionasse de verdade. Cansei de procurar, e por isso mesmo decidi transformar essa história em post — pra que mais gente saiba exatamente com o que pode contar.

Se puder evitar, evite a Gol. Essa foi (mais uma vez) uma viagem marcada pelo descaso, pela desinformação e pela falta completa de empatia. Eu sigo acreditando que viajar é um ato de liberdade e amor — mas da próxima vez, vou embarcar com qualquer outra companhia, mesmo que custe um pouco mais. Prefiro pagar caro do que ser tratado como se o passageiro fosse o problema.

E que esse desabafo sirva de alerta: companhia boa é aquela que trata você com o mínimo de respeito. Fica a dica.

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