Férias no Peru — meu segundo dia em Lima

O meu segundo dia na capital peruana foi aquele clássico “turistar até a sola do pé pedir socorro”, focado no bairro mais queridinho dos viajantes: Miraflores. Já salvar as dicas para a sua próxima viagem!
Huaca Puclana: Arqueologia no meio do agito urbano
O dia começou cedo, e no café do hotel eu decidi provar o famoso Shakshuka. Para quem não conhece (assim como eu, até um amigo me contar), no Brasil esse prato é bizarramente chamado de “ovos no purgatório”.
E o veredicto: apenas provem! É uma mistura perfeita de ovos cozidos em um molho de tomate super encorpado, aromático e incrivelmente saboroso. Deu a energia exata que eu precisava para bater perna o dia todo.
Depois do café, caminhei até um dos pontos mais impressionantes de Lima: a Huaca Puclana. O choque já começa aí, porque o lugar é um sítio arqueológico pré-incaico gigantesco, feito de adobe e argila, bem no meio dos prédios de Miraflores. O contraste visual é de cair o queixo!
Boa parte do sítio está em restauração, e outra, ainda não aberta ao público, está em escavação por arqueólogos. Os guias são muito bem preparados e o passeio é muito didático.
Se você está planejando sua ida, já anota aí:
- Horário de funcionamento: Geralmente abre de quarta a segunda, das 9h às 17h (fecha às terças). Dica de ouro: Também existem tours noturnos incríveis em alguns dias da semana, vale checar na bilheteria.
- Ingressos: O valor do ingresso geral gira em torno de 15 Soles (cerca de R$ 22,00).
- Visitação: Por motivos de preservação, a entrada só é permitida com guias oficiais do parque (já inclusos no valor do ingresso). Os tours saem em espanhol ou inglês e explicam toda a história da civilização Lima. Vale cada centavo!
Efeito Flamengo e os gatos da Praça Kennedy
Bater perna dá uma fominha, então caminhei uns 10 minutinhos até o restaurante El Bodegón, que estava bem avaliado no Google.
Eu sabia que não podia ir embora do Peru sem testar os clássicos, então me joguei na Papa a la Huancaina. É uma entrada super tradicional feita com batatas cozidas regadas com um molho cremoso à base de pimenta ají amarillo, queijo fresco e leite. É levemente picante, super aveludado e entrega tudo no sabor.
No caminho de volta, visitei a Praça Kennedy. Se você ama bichinhos, vai adorar: a praça é famosíssima pela quantidade de gatos comunitários que moram por ali. Eles são super bem cuidados, mimados e limpinhos (parei para dar uma atenção para os reizinhos, claro).
Logo depois, entrei em uma lojinha de souvenirs na região e levei um susto: o espaço estava cheio de artigos do Flamengo! Como um bom rubro-negro, fui logo puxar assunto com a vendedora para entender por que meu time era tão pop em Miraflores.
Ela me explicou que tudo se deve à histórica Final da Libertadores de 2019, que aconteceu ali mesmo em Lima, no dia 23 de novembro daquele ano. Para quem não lembra, o Flamengo virou o jogo contra o River Plate com dois gols do Gabigol nos minutos finais.
A vendedora me contou, rindo, que na época Lima foi completamente invadida por uma onda de flamenguistas sedentos por compras, mas os comerciantes locais não tinham nada do time para vender. Desesperada para faturar, ela encomendou um estoque enorme de produtos do Fla… que, infelizmente, só chegou depois que o jogo acabou e a torcida já tinha ido embora. O estoque tá lá até hoje esperando os turistas cariocas!
Fim de tarde no Malecón
A preguiça me venceu e decidi não me aventurar na segunda noite, então fechei o dia com mais uma volta pelo Malecón e a sua vista icônica do Oceano Pacífico. Depois, no caminho de volta para o hotel, comprei água, suco e salgadinhos para o passeio do dia seguinte, que ia começar bem cedo e eu já estava ansioso há meses.
Mas esse spoiler eu só conto no próximo post!
E você, já conhece Lima? Ficou com vontade de comer a Papa a la Huancaina ou de amassar os gatinhos da Praça Kennedy? Me conta aqui nos comentários!