No dia 07 de setembro de 2025, o The Town transformou o Autódromo de Interlagos em um festival do rock, e eu estava lá, para o meu primeiro festival de grande porte. A empolgação de ver toda aquela estrutura, os palcos gigantes e a energia da galera era contagiante.
Um line-up dos sonhos para quem ama rock
O Green Day encabeçou a noite como headliner, trazendo sua turnê “Saviors” para São Paulo. Mas a programação estava recheada de grandes nomes: CPM22 (17h), Pitty (19h20), Bruce Dickinson (18h10), Bad Religion (20h30) e o lendário Iggy Pop (21h55).
Eu me senti um adolescente de novo. Me vi pulando e cantando, lembrando da época que essas músicas eram trilha sonora da minha vida. O que mais me emocionou foi ver o Green Day ao vivo. Billie Joe e banda entregaram um baita show com os seus hits. Para quem, como eu, cresceu ouvindo essas músicas, a nostalgia bateu forte quando tocaram clássicos de “American Idiot” e “Boulevard of broken dreams”, e eu me vi cantando junto com milhares de pessoas que compartilhavam a mesma paixão.
Descobrindo novos artistas: Bruce Dickinson e Bad Religion
E o mais legal de festivais assim é a chance de conhecer novos sons. Eu não conhecia Bruce Dickinson e Bad Religion, mas a energia deles no palco foi tão incrível que agora já estou com a playlist atualizada. O The Town me abriu os olhos (e os ouvidos!) para muita coisa nova.
Conhecido principalmente como vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson estava fazendo um show solo, e que apresentação! Aos 40 anos de carreira, ele mostrou por que é considerado uma lenda viva do metal.
O Bad Religion também foi uma descoberta e tanto. A banda, considerada uma das mais influentes do punk, entrou no lugar do Sex Pistols (que cancelou devido a uma lesão do guitarrista) e fez uma apresentação memorável, com letras afiadas e energia contagiante.
A experiência além da música
A estrutura do The Town realmente impressiona, apesar de ainda parecer “inferior” ao Rock in Rio. Os organizadores capricharam na montagem do parque, com palcos e brinquedos distribuídos pelo autódromo. A cenografia do Palco Skyline, inspirada nos arranha-céus de São Paulo, ficou muito elegante. A roda-gigante, tirolesa e outros brinquedos trouxeram dinamismo para o ambiente.
Um dos momentos mais especiais foi presenciar o pocket show da Mel Lisboa interpretando sucessos da Rita Lee. A apresentação aconteceu no lounge da Porto e foi uma homenagem linda à Rainha do Rock. Mel, que interpreta Rita Lee no musical “Rita Lee – Uma Autobiografia Musical”, trouxe toda a magia e energia da artista para o festival. Queria que tivessem mais dessas surpresas espalhadas pelo festival!
O que mais me chamou atenção positivamente foram os pontos de hidratação espalhados pelo espaço. Com 10 pontos e 14 torneiras cada, totalizando mais de 140 torneiras de água gratuita, a organização demonstrou preocupação genuína com o bem-estar do público.
Mas nem tudo são flores, né?
A gente sabe que festivais são uma maratona. Eu me arrependi de não ter chegado mais cedo para explorar as ativações e brincadeiras que tinham pelo parque — consegui só um pacote de lenço umedecido de brinde, haha! Apesar da montagem espetacular do lugar, com os palcos e os brinquedos, a quantidade de banheiros e pontos de comida e bebida era bem insuficiente. Isso atrapalhou a experiência, especialmente nos horários de pico. Com 90 mil pessoas no segundo dia, me deparei com filas extensas e preços elevados. Para um evento desse porte, esperava-se uma estrutura mais robusta.
No final das contas…
O The Town foi uma mistura de nostalgia, novas descobertas e, claro, um aprendizado gigante sobre como sobreviver a um festival. A vibe era de respeito e diversidade, e a gente se sentiu acolhido para ser quem a gente é. E você, já foi a um festival? Me conta nos comentários qual foi a melhor banda que você viu e quais são suas dicas para aproveitar ao máximo!
Pra mim, o The Town provou que São Paulo tem espaço e público para grandes festivais de rock. A mistura de gerações – pais e filhos cantando juntos – mostrou como a música tem o poder de unir pessoas de diferentes idades em torno de uma paixão comum.
Para quem está pensando em ir nas futuras edições, minha dica é: cheguem cedo, aproveitem as ativações, levem um kit básico de sobrevivência (como lanchinhos e power banks) e se preparem para viver uma experiência única. Mesmo com seus problemas de infraestrutura, o festival entrega momentos mágicos que justificam cada centavo investido.
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